Reciclagem

O PET é o plástico

número  em reciclagem

O PET é o plástico mais reciclado em todo o mundo e o Brasil possui posição de destaque nesse contexto, com desempenho superior aos Estados Unidos e diversos países da União Europeia e Ásia. Trata-se de um dos melhores exemplos de economia circular e de atividade baseada nos três aspectos da sustentabilidade: econômico, social e ambiental (link para beneficios da reciclagem).

O índice de reciclagem brasileiro atingiu 55% das embalagens de PET descartadas pela população em 2019. O volume equivale a 311 mil toneladas do produto que geraram um faturamento de mais de R$ 3,6 bilhões, o correspondente a 33% do faturamento total do setor do PET no Brasil.

Os números são do 11º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), com a participação de 160 empresas de todo o País, divididas em recicladores (22%); aplicadores, que são empresas que adquirem e utilizam o PET reciclado em seus produtos (70%);` e integrados, que fazem a reciclagem e também utilizam o material na fabricação de itens que retornam ao mercado (8%).

Esse crescimento é reflexo do fortalecimento da economia circular, composta por uma indústria diversificada, que utiliza o PET reciclado em seus produtos. A criação dessa cadeia, feita ao longo de 20 anos, resulta em uma demanda consistente, que cria valor à reciclagem do PET.

A amplitude no uso do PET reciclado acontece porque o Brasil é um líder mundial em diferentes aplicações para o PET reciclado, o que gera demanda pelo produto, revertido em faturamento e renda para diversos elos da sociedade.

Os principais consumidores/aplicadores de PET reciclado no Brasil são os fabricantes de pré-formas e garrafas, com 23% do total, num processo conhecido como “bottle to bottle”, principalmente em decorrência do aumento da produção de embalagens em grau alimentício (food grade), que nos últimos anos mostrou uma grande evolução tecnológica. Em seguida vêm a indústria têxtil (22%), laminados e termoformados (bandejinhas) (17%), setor químico (15%) e fitas de arquear (10%). Outras aplicações respondem pelo uso dos 10% restantes do PET reciclado.

Em razão dessa diversidade, o PET reciclado é encontrado em peças de vestuário – basicamente o poliéster utilizado na composição dos tecidos –, garrafas plásticas e embalagens utilizadas por grandes fabricantes de refrigerantes e bebidas, produtos de beleza e limpeza, tintas e vernizes, tapetes e carpetes automotivos, entre outros.

A grande dificuldade para a ampliação da reciclagem do PET no Brasil está no sistema de coleta do resíduo sólido urbano. Por isso, as empresas de reciclagem trabalham, em média, com ociosidade superior a 30%. Isso significa que, em razão de investimentos já realizados, a indústria está pronta para absorver um eventual crescimento da reciclagem nos próximos anos.

A ABIPET defende a construção de grandes centros de triagem para separar materiais recicláveis, o aumento da coleta seletiva nos municípios e do número de cooperativas de catadores. Com essas iniciativas, associadas ao descarte correto feito pelos cidadãos, o País será capaz de abastecer as linhas de reciclagem, impedindo que embalagens continuem sendo enterradas em lixões e aterros, resultando em um desperdício de matéria-prima que poderia ser muito útil à sociedade, gerando emprego, renda e preservando o meio ambiente.